segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Resultados I Concurso de Poesia

Resultados do I Concurso de Poesia, realizado no âmbito da actividade do Centro Novas Oportunidades a Ler+:

RESULTADOS - NÍVEL BÁSICO
1º prémio - MARIA RODRIGUES - Suzel da Glória Maria Nunes, Marmelete, Monchique
2º prémio - SUSANA - Ana Maria Candeias Nunes Albano, Monchique
3º prémio - ARCO – IRIS - Rosa Roxo, Barão S. João, Lagos

RESULTADOS - NÍVEL SECUNDÁRIO
1º prémio - ALGARVIO - António José Alves Martins, Bensafrim, Lagos
2º prémio - FLOR - Sónia do Nascimento Duarte, Monchique
3º prémio - NELLY BRANCH - Maria Noélia Ramos, Salema, Vila do Bispo

Mais se informa que a sessão de entrega dos respectivos prémios, bem como dos certificados de participação no concurso, está prevista vir a decorrer no dia 20 de Janeiro de 2011, pelas 18:30, na sede da Associação Vicentina em Bensafrim.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

A Sombra do Vento - Sugestão de Leitura


Estou a ler A sombra do vento do autor Carlos Ruiz Zafon, este livro tem sido um enorme sucesso e como dizia uma amiga minha livreira "Toda a gende adora este livro". Passa-se em Barcelona, no início do sec.XX, o Daniel é o protagonista, um menino que se apaixona por um livro e por um autor. Realço a Clara, por ser tão bonita e tão fácil de visualizar, o que é curioso tendo em conta que a personagem é cega. Os cenários são muito cinzentos para mim e toda a acção tem muito pó e muito livro. O Julián Carax, tem um nome sonante e uma personagem apaixonante. A sombra do vento fala na magia dos livros, nas semelhanças entre os tramas dos livros e a vida real. As coisas parecem passar-se duas vezes,a do livro e a do livro do livro, perceberam? Um livro pode mudar uma vida? Ainda não acabei de ler, mas depois digo.
Ana Marta Costa
(Formadora STC)

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

I CONCURSO DE POESIA - REGULAMENTO


Com o objectivo de apoiar o desenvolvimento do gosto pela leitura, em particular pela poesia, e promover a expressão escrita em Língua Portuguesa, o Centro Novas Oportunidades da Associação Vicentina no âmbito do projecto CNO a Ler+, lança o I Concurso de Poesia junto de todos os candidatos que frequentam ou frequentaram processos de RVCC, de nível básico ou secundário.

Para o lançamento deste concurso o CNO contou com o apoio de várias entidades que contribuiram com os prémios a atribuir aos vencedores classificados com o 1º,2º e 3º lugar nos dois níveis de escolaridade.

O regulamento do I Concurso de Poesia

VICENTINA – ASSOCIAÇÃO PARA DESENVOLVIMENTO DO SUDOESTE
CENTRO NOVAS OPORTUNIDADES

Integrado nas actividades previstas no Projecto CNO a Ler +, o Centro Novas
Oportunidades da ASSOCIAÇÃO VICENTINA, com o intento de fomentar o gosto pela poesia e
promover a expressão escrita em Língua Portuguesa, pretende instituir o I Concurso de Poesia para todos os candidatos em Processo de Reconhecimento, Validação e Certificação de
Competências – adiante designado por RVCC, de Nível Básico (NB) e de Nível Secundário
(NS) bem como para os que já concluíram a sua certificação escolar através do sistema RVCC
no Centro Novas Oportunidades da Associação Vicentina.

REGULAMENTO

Artigo 1º - Objectivos

1. Com o objectivo de promover hábitos de leitura e escrita bem como fomentar e
valorizar a Poesia, a VICENTINA - ASSOCIAÇÃO PARA DESENVOLVIMENTO DO SUDOESTE,
através do Centro Novas Oportunidades, institui, de 6 de Outubro a 18 de Novembro de
2010, o I Concurso de Poesia.

Artigo 2º - Participantes

1. Todos os candidatos em Processo de RVCC, de NB e NS, bem como os que já concluíram a sua certificação escolar nos dois níveis de escolaridade, através do sistema RVCC, no Centro Novas Oportunidades da Associação Vicentina poderão concorrer.

Artigo 3º - Modalidades

1. Serão aceites todos os trabalhos na modalidade de Poesia em Língua Portuguesa.
Artigo 4º - Tema

1. O tema dos poemas a concurso estará relacionado com a escolha e preferência pessoais, sendo, portanto, livre.

Artigo 5º - Condições de admissão de trabalhos a concurso

1. Serão admitidos a concurso poemas inéditos e não publicados, em Língua Portuguesa, em formato papel [A4] com os limites entre 1 e 2 páginas dactilografadas.

a. Um poema poderá ocupar duas páginas, mas não será permitido mais do que um poema por página.
b. Cada candidato só poderá concorrer com um único poema.
2. Os trabalhos apresentar-se-ão agrafados com as folhas numeradas, devendo obedecer às seguintes normas de apresentação:
a. O tipo de letra a utilizar será “Times New Roman” ou equivalente, com tamanho 12.
b. O espaçamento entre linhas terá o mínimo de 1,5 espaços.

Artigo 6º - Apresentação da Candidatura

1. Os candidatos deverão inscrever-se no concurso, em ficha própria disponibilizada pelo Centro Novas Oportunidades, e só poderão ser apresentados trabalhos após a formalização da inscrição.
2. As inscrições no concurso, bem como os trabalhos deverão ser enviados por correio para a seguinte morada: Rua Direita, nº 13, 8600 - 069 Bensafrim, ou entregues em mão a um elemento da equipa do Centro Novas Oportunidades da Associação Vicentina.
3. Cada trabalho será acompanhado por uma ficha de identificação com os seguintes elementos:
a. Nome e pseudónimo
b. Idade
c. Morada
d. Contacto telefónico
e. E-mail
f. Nível de escolaridade (Básico/Secundário)
g. Profissão
h. Nome da Profissional de RVCC responsável pelo seu processo.
4. Os trabalhos deverão ser entregues num envelope fechado, contendo no exterior um pseudónimo e referência ao ciclo de ensino.

Artigo 7º - Prazos

1. O prazo de inscrição coincide com o prazo de entrega de trabalhos, ou seja, ambos terminam no dia 18 de Novembro de 2010.

Artigo 8º - Júri

1. Os prémios serão atribuídos por um Júri de selecção, que avaliará todos os poemas concorrentes.
2. O Júri será constituído por 4 elementos: um elemento da Direcção da Associação Vicentina, um escritor/poeta local, e dois convidados a designar por parte da Direcção do Centro Novas Oportunidades da Associação Vicentina.
3. Em caso de falta de algum elemento do Júri, será o mesmo substituído por novo elemento a designar pela Direcção do Centro Novas Oportunidades da Associação Vicentina. Em caso de impossibilidade de substituição poderá o Júri vir a ser constituído, no mínimo, por três elementos.
4. A atribuição dos prémios será decidida por maioria de votos.

Artigo 9º - Divulgação dos Prémios

1. Os resultados do concurso sairão no dia 25 de Novembro de 2010, e serão afixados na sede do Centro Novas Oportunidades, em Bensafrim.
2. Os concorrentes premiados serão informados entre o dia 26 e o dia 29 de Novembro de 2010 por contacto telefónico ou por correio electrónico.
3. A entrega dos prémios e certificados de participação será efectuada pessoalmente aos vencedores ou aos seus representantes em local e data a designar oportunamente.
Artigo 10º - Prémios

1. Serão atribuídos três prémios em cada escalão:
a. Nível Básico – 1º, 2º e 3º lugares;
b. Nível Secundário - 1º, 2º e 3º lugares.
2. 1º prémio do Nível Secundário: uma estadia de um fim-de-semana para duas pessoas no empreendimento turístico “Apartamentos Pontalaia”, de 4 estrelas, em época baixa, em Sagres e um Kit de livros de temática local;
2º prémio do Nível Secundário: um almoço para duas pessoas no restaurante “Adega da Marina “ em Lagos e um Kit de livros de temática local;
3º lugar do Nível Secundário: um Kit de livros de temática local.
3. 1º prémio do Nível Básico: uma estadia de um fim-de-semana para duas pessoas na Hospedaria “A Lareira”, em época baixa, em Aljezur e um Kit de livros de temática local;
2º prémio do Nível Básico: um almoço para duas pessoas no Restaurante “Sol da Serra” em Marmelete e um Kit de livros de temática local;
3º lugar do Nível Básico: um Kit de livros de temática local.
4. Todos os participantes receberão um certificado de participação.
Artigo 11º - Critérios de Selecção

1. Os critérios de selecção serão a originalidade/criatividade, a clareza da expressão escrita e a expressividade estilística.
Artigo 12º - Direitos de autor

1. No fim do concurso, a organização revela-se no direito de posse dos poemas, podendo publicá-los noutras iniciativas do género.
Artigo 13º - Considerações Finais

1. Uma vez entregues os trabalhos, considera-se que os concorrentes conhecem e aceitam as cláusulas do presente Regulamento e aceitam a sua divulgação.
Bensafrim, 21 de Setembro de 2010
A Direcção do Centro Novas Oportunidades
Sónia Felicidade

O presente Regulamento encontra-se disponível para consulta na sede do Centro Novas Oportunidades em Bensafrim, bem como nos locais onde o Centro actua em Itinerância.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Sugestão: "Fúria Divina"



Fúria Divina
de José Rodrigues dos Santos

Neste livro, uma das minhas últimas leituras, consegue-se perceber perfeitamente o sentimento que marca a Jihad, a guerra santa, para o Islão. Defendem eles que segundo o Corão, o profeta os manda combater e matar todos aqueles que não se convertem à fé islâmica ou que se recusam a converter e a pagar a multa por isso. Portanto todas as pessoas cristãs e outras que não se converterem são matéria para guerra, porque o seu profeta assim o fez e assim o mandou nos seus escritos sagrados que revelam a vontade de Alá. É isso que motiva Bin Laden e todos os seus seguidores e todos os suicidas que morrem vitoriosos e orgulhosos por estarem a cumprir a vontade de Alá e do profeta. Interessante e revelador de culturas e crenças que, se levadas ao extremo, se tornam em loucura e transformam as pessoas em assassinos puros.
Anabela ventura
(Profissional RVC)

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Sugestão: "A Segunda Vida de Djon de Nha Bia"


Este livro de Nuno Rebocho é uma obra maior da literatura lusófona. É uma grande alegoria das relações de poder entre os homens. A narrativa passa-se num arquipélago imaginário, onde de tudo um pouco acontece. É uma obra que, além de muito divertida, tem um conteúdo político (no sentido nobre, aristotélico, da palavra) muito agudo. Além disso, sendo escrita num português de latitudes mais quentes, é uma lufada fresca de palavras e expressões novas. Um grande livro, sem dúvida!

Sobre o autor:
Nuno Rebocho nasceu em 1945; opositor do salazarismo, foi jornalista e interventor cultural antes e depois do 25 de Abril. Foi jornalista na RDP, Antena 1 e 2, durante muitos anos. Recentemente passou a viver em Cabo Verde, enraizando-se nesse arquipélago lusófono. Publicou vários livros de poesia e de crónicas. Ultimamente tem desenvolvido uma poderosa linha narrativa em que o Djon é um dos primeiros títulos a ser revelado ao público.

Sinopse:
O livro conta as aventuras de um tipo que sai para fora do caixão no seu próprio velório. Desse acontecimento só há uma testemunha meio bêbeda. A partir daí, o herói desta espécie de fábula irá percorrer a sua ilha, primeiro, e outras ilhas em busca do sentido de estar morto. Nessas ilhas acontece de tudo um pouco: os mortos votam nas eleições, o diabo aparece, há um doutor que faz chantagem e até uma das ilhas tem um rei. Enquanto o herói percorre as ilhas, na sua ilha de origem desenvolve-se todo um culto em torno da sua figura ressuscitada, com templos, restaurantes, e todo um conjunto de actividades económicas associadas ao fenómeno de um local sagrado.

Excerto:
«Quando a carapinha lhe emergiu do caixão, Djon percebeu que estava morto. Fora da sala era a rua e de lá vinha a batida da tabanka, oca e ondeada, e uma voz narradora que entretinha a comezaina aconchegante do velório. Família e demais abancavam no terreiro, digerindo a noite antecedente ao funeral, que seria pela manhã.»
...
A Segunda Vida de Djon de Nha Bia
Nono volume da Colecção CCC
Editado por Marcos Farrajota e Rafael Dionísio
Prefácio de Luíz Carlos Amorim, capa de Jucifer, design de João Cunha
O Centro InterculturaCidade apresenta no dia 16 de Setembro de 2010, pelas 16 horas, este romance. Conta ainda com a presença do autor.
Para quem estiver interessado deixo os contactos do centro:
Centro InterculturaCidade
Rua dos Poiais de S. Bento, 73, 1200-346 Lisboa
Tel. (+ 351) 21 397 45 24
centro.interculturacidade@gmail.com
www.interculturacidade.wordpress.com
Carina Ramalho
(Formadora CP/CLC)

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Sugestão: "Educar para a auto-estima"


Numa das muitas feiras de livros que ocorreram neste Verão, comprei um livro muito interessante, intitulado “Educar para a Auto-estima”.
Neste livro podemos compreender a diferença entre o auto-conceito e a auto-estima e a forma como estão interligados e se influenciam.
Uma educação para a auto-estima é fundamental para o bom desenvolvimento de uma criança. A auto-estima de uma criança influencia o seu desempenho escolar, social e familiar.
Este livro refere ainda que uma criança com baixa auto-estima tem dificuldade em explorar o mundo à sua volta, pois tem medo do desconhecido. Outro aspecto importante é que uma criança que cresce com um défice de auto-estima, dificilmente conseguirá ser um adulto confiante, positivo e bem sucedido.


Ana Gingeira
(Profissional RVC)

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Sugestão do dia: "Os Maias"



A minha sugestão, é uma obra de Eça de Queirós “ Os Maias”.
A acção de “os Maias” passa-se na segunda metade do século XIX em Lisboa e Sintra. Um romance que descreve a época ao pormenor.

Uma óptima escolha para quem gosta de romance e de História Contemporânea de Portugal.
Boa leitura e deixem-se levar...



Fátima Guerreiro
(Formadora CP/CLC)

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

"Equador" de Miguel Sousa Tavares

Hoje escolhi este livro de mais um autor português, poderia ter escolhido muitos outros, porém este foi um livro que gostei bastante.
Um excelente romance no qual a ficção se mistura com factos históricos. Remonta-nos ao início do século XX, últimos anos da monarquia portuguesa. “Equador” coloca-nos em contacto com a sociedade da época, com os seus costumes e o trabalho escravo, existente em algumas colónias, mesmo após a abolição da escravatura.
É um livro que descreve de tal modo, quer a paisagem, quer a acção. Se fecharmos os olhos conseguimos “ver” nitidamente todos os pormenores.
Se me perguntarem se recomendo este livro, dir-vos-ia sem hesitar que sim!
Carina Ramalho
(Formadora CP/CLC)

À descoberta do site: Segredo dos livros

Segredo dos Livros é um site dedicado a obras literárias actuais, bem sugestivo para esta época do ano, tanto para quem passa férias, como para quem goza uma merecida praia.
Neste site pode encontrar informação sobre algumas das obras mais recentes, pesquisar sugestões literárias, estar a par das críticas, tirar ideias de livros para os seus filhos, conhecer alguns autores do momento, participar em passatempos (que dão livros) e partilhar ideias no fórum.
Como vê, é um site que não se descobre de uma vez só… vai-se descobrindo!
Descubra-o e ponha as suas leituras em dia!
Já agora, partilhe também as suas ideias deixando comentários ou participando no Fórum.
BOAS LEITURAS!

(Segredo dos Livros é um site dedicado a obras literárias actuais, bem sugestivo para esta época do ano, tanto para quem passa férias, como para quem goza uma merecida praia.
Neste site pode encontrar informação sobre algumas das obras mais recentes, pesquisar sugestões literárias, estar a par das críticas, tirar ideias de livros para os seus filhos, conhecer alguns autores do momento, participar em passatempos (que dão livros) e partilhar ideias no fórum.
Como vê, é um site que não se descobre de uma vez só… vai-se descobrindo!
Descubra-o e ponha as suas leituras em dia!
Já agora, partilhe também as suas ideias deixando comentários ou participando no Fórum.
BOAS LEITURAS!

(http://www.segredodoslivros.com/index.php)
Luciana Furtado
(Profissional RVC)

Sugestão: Hemingway

"O velho e o mar"

Este livro de Ernest Hemingway fala sobre a preserverança e a capacidade do ser humano se superar a si mesmo. Quando li este livro era muito nova, mas ainda me lembro do brilho que este mar tinha na minha imaginação. A trama é simples, é a de um velho pescador que está com azar na pesca. O peixe não abundava e o velho pescador não conseguia peixe para comer e além disso tinha fama de fraco pescador. Os dias passavam, mas insistiu sempre, procurando a sua sorte, tanto acreditou que um dia ela lhe bateu à porta e conseguiu um peixe ENORME! Deu-lhe imensa luta, mas conseguiu pescá-lo… E depois? O que aconteceu ao velho? O que aconteceu ao peixe?
Leia o livro! É fantástico pela sua força e simplicidade.

Ana Marta Costa
(Formadora STC)

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Sugestão: O Principezinho


O Principezinho é uma obra de Antoine de Saint-Exupéry, publicada em 1943. Mais de meio século depois, a sua parábola sobre o amor e a solidão não perdeu força, muito pelo contrário: é um livro que se transformou numa das obras mais amadas e admiradas do nosso tempo, de alcance intemporal, podendo ser inspirador para leitores de todas as idades e de todas as culturas.

O narrador da obra é um piloto com um avião avariado no deserto do Sahara, que, tenta desesperadamente, reparar os danos causados no seu aparelho. Um belo dia os seus esforços são interrompidos devido à aparição de um pequeno príncipe, que lhe pede que desenhe uma ovelha. Perante um domínio tão misterioso, o piloto não se atreveu a desobedecer e, por muito absurdo que pareça, pegou num pedaço de papel e numa caneta e fez o que o principezinho tinha pedido. E assim tem início um diálogo que expande a imaginação do narrador para todo o género de infantis e surpreendentes direcções. «O Principezinho» conta a sua viagem de planeta em planeta, cada um sendo um pequeno mundo povoado com um único adulto. Esta maravilhosa sequência criativa evoca não apenas os grandes contos de fadas de todos os tempos, como também o extravagante «Cidades Invisíveis» de Ítalo Calvino. Uma história terna que apresenta uma exposição sentida sobre a tristeza e a solidão, dotada de uma filosofia ansiosa e poética, que revela algumas reflexões sobre o que de facto são os valores da vida. (In Wook)

Se ficou com curiosidade de conhecer esta obra, pode lê-la na íntegra clicando aqui «O Pequeno Príncipe». Após a leitura, pode ainda testar a sua compreensão da obra, fazendo clique aqui «O Principezinho de Antoine de Saint-Exupéry".
Luciana Furtado
(Profissional RVC)

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Porque não Fernando Pessoa?

Já que parece que hoje seguimos uma lógica de falar de autores portugueses, porque não tocar no nome do nosso ilustre Fernando Pessoa. Para quem lhe fascina a poesia, um dos nomes que devemos mencionar será mesmo este: Fernando Pessoa. Autor de muitas caras, muitas personagens e ao mesmo tempo único.
Deixo apenas um poema, talvez dos mais conhecidos, de modo a despertar a curiosidade para o nosso grande poeta.

Autopsicografia

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas da roda
Gira a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.
(in Cancioneiro)

Carina Ramalho
(Formadora CP / CLC)

Livros gratuitos na internet



A internet, como sabemos, é um mundo a explorar. Actualmente, além de todos os serviços disponíveis, é possível também ler livros online ou simplesmente descarregá-los para o nosso computador e assim, podemos lê-los em qualquer altura. Podemos até criar uma biblioteca no nosso computador!
Deixo-vos como sugestão, o site http://www.gutenberg.org/wiki/PT_Principal, onde podem encontrar livros em português de diversos autores.
O site pertence ao Projecto Gutenberg, o mais antigo produtor de livros electrónicos grátis na Internet. Esta biblioteca é produzida por centenas de voluntários que colaboram na digitalização e revisão das obras. Actualmente estão disponíveis mais de 20 mil livros online, em diversos idiomas.

Para aguçar o apetite, deixo um pequeno excerto da obra “Agulha em Palheiro”, de Camilo Castelo Branco, um escritor português nascido em Lisboa em 1825.


“Posto que a leitura lhe deliciasse muitas horas do dia e noite, Francisco Lourenço cuidava attentivamente no bom regimen de sua casa. Era elle quem talhava a obra superior, e a distribuia aos officiaes, quem recebia as damas freguezas, e com muito bom modo satisfazia seus caprichos. Os dias sanctificados passava-os com sua mulher e pae no Cartaxo, onde ia formando deposito de livros, amigos da velhice, como elle dizia. Tencionava Francisco ir lá passar o ultimo quartel da vida, empregando-a, sem outras distracções, no enlevo dos bons auctores que ia conhecendo.” (Capítulo II)
Luciana Furtado
(Profissional RVC)

Sugestão de leitura



Camilo Castelo Branco
Coração, Cabeça e Estômago




Esta história fala-nos da principal ambição de todos nós – ser feliz – e de um homem que planeia toda a sua vida em função desse objectivo.
Primeiro, tenta encontrar a felicidade no coração (no amor). Apaixona-se, mas em breve se desilude e compreende que o negócio amoroso não passa de uma fonte de dissabores e de infelicidade. Conclui que o amor sincero não existe e que por isso não pode proporcionar felicidade.
Procura-a então na cabeça (na inteligência). Para isso, foge a todas as fontes de prazer e tudo o que o possa distrair do seu objectivo de procurar no estudo e na cultura a verdadeira felicidade. Mas em breve percebe que quanto mais aprende, mais lhe fica por aprender e que esse também não pode ser o caminho para a felicidade. Refugia-se então no estômago (nos prazeres da comida e da boa vida) e é aí, no retiro campestre, casado não por amor mas por amizade, de “barriga cheia” e afastado da civilização, que se sente feliz.
Uma história divertidíssima e recheada de profunda ironia e peripécias que é uma perfeita caricatura do idealismo e do realismo mais puro.

“O meu erro tem sido procurar a alma amante e sisuda na mulher dos vinte anos
e a formosura e a graça na de cinquenta. A primeira é um sinal que todos me cobiçam; a segunda é um bem que ninguém me
questiona. Não me serve nenhuma, por isso.”

Eduardo dos Santos
(Formador LC, CE)

terça-feira, 18 de maio de 2010

Poeta António Aleixo - Sugestão





O poeta António Aleixo, conhecido como «O Poeta do Povo», nasceu em Loulé em 1899 e ficou conhecido pela ironia e crítica social presente nos seus versos, tendo deixado uma obra poética singular, no panorama literário português da primeira metade do século XX. Sendo cauteleiro e pastor de rebanhos, António Aleixo ficou conhecido por compor e improvisar nas mais diversas situações: cantando numa feira ou numa festa de aldeia; a pedido de amigos; aproveitando traços caricaturais de pessoas conhecidas.
De acordo com Joaquim de Magalhães, o que caracteriza a poesia de António Aleixo é o tom dorido, irónico, um pouco puritano de moralista, com que aprecia os acontecimentos e as acções dos homens.
Fica um convite à sua leitura, numa pequena amostra da obra que nos deixou…

Onde Nasceu a Ciência e o Juízo?

MOTE

— Onde nasceu a ciência?...

— Onde nasceu o juízo?...

Calculo que ninguém tem

Tudo quanto lhe é preciso!


GLOSAS
Onde nasceu o autor

Com forças p'ra trabalhar

E fazer a terra dar

As plantas de toda a cor?

Onde nasceu tal valor?...

Seria uma força imensa

E há muita gente que pensa

Que o poder nos vem de Cristo;

Mas antes de tudo isto,

Onde nasceu a ciência?...


De onde nasceu o saber?...

Do homem, naturalmente.

Mas quem gerou tal vivente

Sem no mundo nada haver?

Gostava de conhecer

Quem é que formou o piso

Que a todos nós é preciso

Até o mundo ter fim...

Não há quem me diga a mim

Onde nasceu o juízo?...


Sei que há homens educados

Que tiveram muito estudo.

Mas esses não sabem tudo,

Também vivem enganados;

Depois dos dias contados

Morrem quando a morte vem.

Há muito quem se entretém

A ler um bom dicionário...

Mas tudo o que é necessário

Calculo que ninguém tem.


Ao primeiro homem sabido,

Quem foi que lhe deu lições

P'ra ter habilitações

E ser assim instruído?...

Quem não estiver convencido

Concorde com este aviso:

— Eu nunca desvalorizo

Aquel' que saber não tem,

Porque não nasceu ninguém

Com tudo quanto é preciso!


António Aleixo, in "Este Livro que Vos Deixo..."


Luciana Furtado
(Profissional de RVC)

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Actividades na Biblioteca da Escola Básica 2,3 São Vicente de Vila do Bispo

O Centro Novas Oportunidades da Associação Vicentina e a Biblioteca da Escola Básica 2, 3 São Vicente de Vila do Bispo, protocolaram a dinamização de actividades conjuntas, com vista ao incentivo de hábitos de leitura, e ao conhecimento geral sobre uma biblioteca e o seu funcionamento, junto dos candidatos em processo de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências (RVCC).

A professora bibliotecária do agrupamento de escolas de Vila do Bispo e os formadores do Centro vão realizar as seguintes actividades:

- Sessões de informação na Biblioteca, sobre funcionamento, organização e pesquisa numa biblioteca;
- Sessões de RVCC na biblioteca, integradas nas áreas de competência-chave de LC (Linguagem e Comunicação) e de CLC (Cultura, Linguagem e Comunicação).

A titulo de nota informativa , a BE-Vila do Bispo disponibiliza no http://besvicente.blogspot.com/ informações que podem ser muito úteis e complementares aos processos de RVCC, a saber: Um trabalho de pesquisa ;Um resumo;Um relatório e/ ou Um curriculum vitae .

Esta é a primeira biblioteca que integra o projecto Vicentina NOL + , estando o Centro a desenvolver esforços no sentido de vir a articular actividades com as várias bibiotecas escolares, municipais e pólos de leitura locais existentes em todos os concelhos onde intervém - Vila do Bispo, Lagos, Monchique e Aljezur.



terça-feira, 4 de maio de 2010

A minha sugestão ...


AMIN MAALOUF, um grande romancista histórico da literatura contemporânea, nascido no Líbano em 1949, e que vive em Paris desde 1976.
O primeiro livro que li de Maalouf foi há mais de 10 anos, intitulado “O século primeiro depois de Beatriz”(1992). Depois "Samarcanda" e "Identidades Assassinas". Selecciono no entanto o último livro do autor “Um mundo sem regras” (2009), não por preferência pessoal, mas pelo seu carácter oportuno, pela mensagem e pela verdade.

"Um Mundo sem regras" de Maalouf reflecte o desregramento intelectual, económico, e moral do mundo no século XXI, onde “entrámos sem bússola”.
O livro é todo ele uma reflexão sobre os sinais de um desregramento que tem arrastado o planeta para consequências imprevisíveis, e que é o sintoma de uma perturbação do nosso sistema de valores. Segundo o autor este desregramento deve-se sobretudo a uma crise de valores, e aponta o dedo às civilizações, nomeadamente dos dois “mundos” que o próprio reclama para si - o Ocidente e o mundo Árabe.
Para Maalouf a humanidade atingiu o seu”limiar de incompetência moral”, e parte da solução para a situação a que chegámos passará pela solidariedade efectiva e por acções conjugadas para fazer face aos perigos que assediam o mundo, e que são sobretudo a proliferação de bombas atómicas, o esgotamento de recursos naturais, e as perturbações climáticas.
Destaco a imagem alegórica que o próprio diz pairar sobre si, e que o acompanhou desde que iniciou o livro “a de um grupo de alpinistas que fazem escalada, mas que devido a um safanão, começam a desequilibra-se”, o autor esforça-se por compreender as razões porque estes homens correm este imenso risco, e como poderão “voltar a colar-se” à parede rochosa e retomar a sua subida.


Para mim é um diagnóstico do mundo actual certeiro, muito inquietante, mas com caminhos de esperança.

4 de Maio de 2010
Sónia Felicidade
Coordenadora do Centro
Branquinho da Fonseca, O Barão

Um inspector escolar é chamado a fazer serviço à Serra do Barroso, num local longínquo e afastado da cidade, no norte de Portugal. Aí conhece uma criatura singular, um Barão, um homem de outros tempos que vive recolhido num castelo. Convida o inspector a sua casa, onde jantam e pernoitam. Entre vinho, comida, dança, ilusão, o Barão partilha as suas inúmeras histórias com o inspector, na presença de Idalina, a criada, e de uma tuna que toca, inebriante. A noite avança e mergulham num ambiente de sonho, onde a fantasia se mistura com a realidade e o inspector arriscará a própria vida para descobrir a verdade que tudo explica: o Barão ama…ou amou.
Uma história intensa entre duas personalidades, dois tempos, que embora diferentes se complementam e se compreendem. Uma lição que ensina que a característica humana mais essencial – a capacidade de amar – é quanto basta para ultrapassar as maiores diferenças.

“Não gosto de viajar. Mas sou inspector das escolas de instrução primária e tenho a obrigação de correr constantemente todo o País. Ando no caminho da bela aventura, da sensação nova e feliz, como um cavaleiro andante. Na verdade lembro-me de alguns momentos agradáveis, de que tenho saudades, e espero ainda encontrar outros que me deixem novas saudades. É uma instabilidade de eterna juventude, com perspectivas e horizontes sempre novos. Mas não gosto de viajar.”

Eduardo dos Santos
(Formador LC, CE)

Sugestão de leitura


Mª Teresa Maia Gonzalez; A lua de Joana


Considerado um livro para adolescentes não poderei deixar de focar que, para mim, é um dos livros que não tem idades. Uma história impressionante, realista, que nos cativa por tocar a todos nós (pais, amigos, irmãos). É um livro de leitura acessível a qualquer pessoa. Cativa-nos por retratar uma realidade tão actual que nos leva a pensar noutros planos da nossa própria realidade, tanto humana como social.
“A lua de Joana” alerta-nos para a questão de estarmos mais atentos ao outro e ao facto de, na maioria das vezes, deixarmos para segundo plano as coisas mais importantes.
Não poderei fazer resumo do livro, um resumo apenas não chega, corria o risco de não tocar os aspectos mais importantes desta leitura.
Aconselho este livro aos pais, aos irmãos, aos avós, tios…enfim, a toda a sociedade. Não criticando os mais jovens, já que muitas vezes a nossa “desatenção” é a maior culpada!

Querida Marta,
Esta noite tive o pesadelo mais incrível de sempre!...Eu estava sozinha num lugar que parecia o céu, mas não era... Comecei a subir as escadas e, quando cheguei quase o cimo, vi que estava alguém à minha espera. Era uma espécie de anjo, com um manto escuro, mas não tinha cara... percebi que tinha de segui-lo...
Que é isso? (perguntou a mãe ao pai)
São cartas... da Joana...
Encolheu as pernas lentamente e fixou os olhos inchados naquele baloiço estranho suspenso no tecto em forma de lua.
Desapertou a correia do relógio e pousou-o devagar sobre a mesinha. Agora, tinha todo o tempo do mundo. para quê?”


Carina Ramalho

(Formadora CP/CLC)

segunda-feira, 29 de março de 2010

CENTRO NOVAS OPORTUNIDADES DA ASSOCIAÇÃO VICENTINA A LER+

O Centro Novas Oportunidades da Associação Vicentina está integrado no projecto Novas Oportunidades a Ler +.

Esta é uma iniciativa do Plano Nacional de Leitura (PNL) em parceria com a Agência Nacional para a Qualificação (ANQ) e com a Rede de Bibliotecas Escolares (RBE) que visa incentivar hábitos de leitura junto do público dos Centros Novas Oportunidades e dos seus círculos de familiares e amigos e apoiar o processo de desenvolvimento e consolidação de competências nesta matéria.
O Centro reforça a actuação ao nível do incentivo de hábitos de leitura e de aprofundar o gosto pela leitura, integrando novas acções e actividades no processo de RVCC, e que são:
+ Articulação com as bibliotecas e pólos de leitura locais
+ Sugestão de leituras+ Leitores
+ Leituras acompanhadas com as crianças, e em família
+ Livros por perto
"O livro da minha vida..."
"Nunca li nada de…."
"Blogue NOL + "