
Camilo Castelo Branco
Coração, Cabeça e EstômagoEsta história fala-nos da principal ambição de todos nós – ser feliz – e de um homem que planeia toda a sua vida em função desse objectivo.
Primeiro, tenta encontrar a felicidade no coração (no amor). Apaixona-se, mas em breve se desilude e compreende que o negócio amoroso não passa de uma fonte de dissabores e de infelicidade. Conclui que o amor sincero não existe e que por isso não pode proporcionar felicidade.
Procura-a então na cabeça (na inteligência). Para isso, foge a todas as fontes de prazer e tudo o que o possa distrair do seu objectivo de procurar no estudo e na cultura a verdadeira felicidade. Mas em breve percebe que quanto mais aprende, mais lhe fica por aprender e que esse também não pode ser o caminho para a felicidade. Refugia-se então no estômago (nos prazeres da comida e da boa vida) e é aí, no retiro campestre, casado não por amor mas por amizade, de “barriga cheia” e afastado da civilização, que se sente feliz.
Uma história divertidíssima e recheada de profunda ironia e peripécias que é uma perfeita caricatura do idealismo e do realismo mais puro.
“O meu erro tem sido procurar a alma amante e sisuda na mulher dos vinte anos
e a formosura e a graça na de cinquenta. A primeira é um sinal que todos me cobiçam; a segunda é um bem que ninguém me
questiona. Não me serve nenhuma, por isso.”
Eduardo dos Santos
Primeiro, tenta encontrar a felicidade no coração (no amor). Apaixona-se, mas em breve se desilude e compreende que o negócio amoroso não passa de uma fonte de dissabores e de infelicidade. Conclui que o amor sincero não existe e que por isso não pode proporcionar felicidade.
Procura-a então na cabeça (na inteligência). Para isso, foge a todas as fontes de prazer e tudo o que o possa distrair do seu objectivo de procurar no estudo e na cultura a verdadeira felicidade. Mas em breve percebe que quanto mais aprende, mais lhe fica por aprender e que esse também não pode ser o caminho para a felicidade. Refugia-se então no estômago (nos prazeres da comida e da boa vida) e é aí, no retiro campestre, casado não por amor mas por amizade, de “barriga cheia” e afastado da civilização, que se sente feliz.
Uma história divertidíssima e recheada de profunda ironia e peripécias que é uma perfeita caricatura do idealismo e do realismo mais puro.
“O meu erro tem sido procurar a alma amante e sisuda na mulher dos vinte anos
e a formosura e a graça na de cinquenta. A primeira é um sinal que todos me cobiçam; a segunda é um bem que ninguém me
questiona. Não me serve nenhuma, por isso.”
Eduardo dos Santos
(Formador LC, CE)
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