
Outra obra que achei muito interessante e que recomendo a qualquer leitora, principalmente, se for mãe, é um livro da Luísa Beltrão que se chama “Uma Pedra no Sapato“, o livro relata uma história de uma adolescente, e todo o conflito de gerações que a adolescência acarreta. Passo a transcrever um pequeno excerto do livro:
“ A adolescência de Leonor revelou-se precocemente. Por volta dos treze anos entrou numa fase difícil e incómoda, contestando a autoridade dos tios, discutindo qualquer imposição, criando um ambiente familiar pesado. As embirrações constantes visavam sobretudo o seu primo André, sendo que André também espicaçava à socapa, levando Helena a questionar-se com frequência sobre quem tinha começado. Embora convencida que era Leonor, acudiam-lhe dúvidas incómodas…. Ultimamente o comportamento da sobrinha piorara. Mostrava-se mal disposta, quizilenta, fechava-se no quarto, negando-se a sair com as amigas. Quais amigas? Não tenho amigas, são todas umas parvas! Repetidamente dizia mal do colégio, que era uma cambada de beatas, que estava farta, que queria ir para uma escola pública, que não queria viver numa redoma, que preferia tornar-se ateia como o tio Carlos, que odiava beatos… A embirração com o colégio começara num regresso do Algarve. Quero sair do colégio, estou farta das freiras….por boa ou má sorte, conforme a perspectiva, um desenho que circulava com a planta da ala proibida, profusamente comentada e ilustrada a cores, caiu nas mãos de uma madre e, claro houve logo quem denunciasse a autora, as denúncias não eram pecado. Perante o sacrilégio a directora pedagógica, em atenção à família, decidiu, em vez da merecida expulsão, vetar a matrícula da aluna no ano lectivo seguinte. Foi assim que Helena se vira obrigada a curvar-se perante os factos, e a sobrinha entrou na escola pública…."
“ A adolescência de Leonor revelou-se precocemente. Por volta dos treze anos entrou numa fase difícil e incómoda, contestando a autoridade dos tios, discutindo qualquer imposição, criando um ambiente familiar pesado. As embirrações constantes visavam sobretudo o seu primo André, sendo que André também espicaçava à socapa, levando Helena a questionar-se com frequência sobre quem tinha começado. Embora convencida que era Leonor, acudiam-lhe dúvidas incómodas…. Ultimamente o comportamento da sobrinha piorara. Mostrava-se mal disposta, quizilenta, fechava-se no quarto, negando-se a sair com as amigas. Quais amigas? Não tenho amigas, são todas umas parvas! Repetidamente dizia mal do colégio, que era uma cambada de beatas, que estava farta, que queria ir para uma escola pública, que não queria viver numa redoma, que preferia tornar-se ateia como o tio Carlos, que odiava beatos… A embirração com o colégio começara num regresso do Algarve. Quero sair do colégio, estou farta das freiras….por boa ou má sorte, conforme a perspectiva, um desenho que circulava com a planta da ala proibida, profusamente comentada e ilustrada a cores, caiu nas mãos de uma madre e, claro houve logo quem denunciasse a autora, as denúncias não eram pecado. Perante o sacrilégio a directora pedagógica, em atenção à família, decidiu, em vez da merecida expulsão, vetar a matrícula da aluna no ano lectivo seguinte. Foi assim que Helena se vira obrigada a curvar-se perante os factos, e a sobrinha entrou na escola pública…."
E aqui fica esta sugestão, deixada por uma candidata em processo de RVCC de nível secundário...
Desejo-vos boas leituras e fico a aguardar por novas sugestões e comentários.
Sem comentários:
Enviar um comentário